Crise – o que muda pra você?

Este texto escrito por Mariana Amaro para a revista Você S/A da editora abril me chamou atenção. É muito atual e ajuda a compreender um assunto que tem deixado muitos empresários e profissionais sem dormir.

Na noite desta quarta-feira (9), a Standard & Poor’s, uma das principais agências de classificação de risco do mundo, tirou o nosso grau de investimento, uma espécie de nota dada pelas agências para a capacidade de um país de pagar suas dívidas externa e interna e honrar seus compromissos com os investidores.

Ou seja, antes, até terça-feira, o Brasil era considerado um “bom pagador”. Agora já não é mais.
A notícia fez o dólar subir e a esperança diminuir mas não foi nenhuma novidade, já que, ultimamente, os noticiários vinham repetindo que “há um grande risco de o Brasil perder o grau de investimento”.

Para calcular a tal nota, agências como Moody’s e Standard & Poor’s analisam uma série de indicadores – de estabilidade política até quantidade de reservas internacionais. Desde 2008, o Brasil ostentava com orgulho o selo de bom pagador.

Mas, diante da crise econômica e política, acabamos saindo desse seleto grupo dos países considerados seguros para o investimento. Entramos no temível “nível especulativo”, que sinaliza uma maior probabilidade de calote nos investidores.

“Assim como num campeonato de futebol, estávamos na zona de rebaixamento”, diz Olivia Paganini, da Guide Investimentos, de São Paulo.

Diante da nota negativa, muita coisa vai mudar. Mas não será de uma hora para a outra. Isso porque a mera possibilidade de piora na nota de um país já estava prejudicando a atração de capital estrangeiro.
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